Diogène de Sinope, le plus célèbre des philosophes cyniques de la Grèce antique, revendiquait le chien comme emblème philosophique et vivait comme un « chien royal ». DMX choisira également comme emblème le chien pour aboyer toute sa rage et se battra jusqu’à la mort pour exprimer sa quête du bonheur, dans la liberté, l’authenticité et la simplicité. Et dans l’impudeur. Tous deux étaient absolument obsédés par la noblesse canine pour exprimer leur anti-matérialisme et leur anticonformisme afin d’aboutir à la vraie nature humaine. Je doute que DMX ait eu le temps de s’intéresser à Diogène de Sinope. Mais, comme…


J’ai connu ce grand-père jusqu’au milieu des années 1980, il est décédé par la suite. J’étais un enfant mais je garde de bons souvenirs de lui jusqu’à présent. Et plus le temps passe, plus je comprends la fierté qui le caractérisait; c’était un vieil homme africain, au plein sens du terme, dont l’existence avait traversé l’Histoire. Si mes souvenirs les plus heureux l’associent à la peur qu’il suscitait dans notre ville, Mbanza-a-Kongo, l’ancienne capitale du Royaume du Kongo, où tous ceux qui y ont vécu jusqu’à sa mort l’ont connu sous ce nom, Ntwampa, (Ntu-Wa-Mpa, qui signifie littéralement “Nouvelle Tête”)…


As nossas diferenças nasceram da história colonial, ou seja, da opressão. O colonizador multiplicou as divisões e forjou as diferenças para provocar e aumentar a estratificação das nossas sociedades e parar deliberadamente o seu desenvolvimento. Nada foi poupado para liquidar as nossas tradições, para trocar as nossas línguas pelas suas e, por exemplo, para colocar santomenses ou cabo-verdianos ao trono do Kongo a fim de destruir a sua essência. A analogia com judeus e tutsis é adequada. Para os primeiros, o frade Bernardo Da Gallo, um dos padres que orquestrou a morte de Kimpa-a-Vita no século XVIII, escreveu uma carta…


Há pouco tempo, os bakongo foram considerados feiticeiros. Há algum tempo, deixamos que fossem massacrados numa sexta-feira de 1993. Há muito mais tempo, foram bem alvejados durante os crimes de 27 de maio de 1977 e em 1975, quando a FNLA foi expulsa de Angola. Tudo isso aconteceu no seu país, um país legado por seus antepassados. Os eruditos sabem que os planos para exterminar um povo começam com preconceito, então dizer que os bakongo são os judeus de Angola e que já sofrem o mesmo destino não seria exagero. São também como os tutsis de Ruanda, porque os belgas…


J’avais prévu de vous parler de tout à fait autre chose, mais j’ai tout changé quand Binelde Hyrcan m’a dit qu’il était déjà près de Tours. Car, par ces temps incertains où nous avons besoin de plus d’optimisme, de fraîcheur et où espérer devient une nécessité pour survivre, nous ne pouvons pas rater les bonnes opportunités. C’est aussi parce que je trouve incompréhensible que les médias en Angola, son pays d’origine, et en particulier TPA, la chaîne publique et la plus importante du pays, ne couvrent pas l’exploit de leur compatriote, qui a décidé de faire Lisbonne — Paris à…


Tinha previsto falar sobre algo totalmente diferente, mas mudei tudo quando Binelde Hyrcan me disse que já estava perto de Tours. Portanto, não vamos falar sobre o Bakongo bashing em curso, coisa que alguns no nosso país sabem fazer com habilidade. Voltarei a isso. Mas vamos falar um pouco sobre a TPA que acaba de celebrar 45 anos. Sim, falemos da nossa televisão nacional que nos ofereceu uma grande retrospectiva a semana passada mas que esqueceu todos aqueles que se habituaram a dar a informação na sua língua materna através do mesmo canal. Pois, a semana de celebração que permitiu…


A última vez que vi Sérgio Luther Rescova foi em Luanda, os seus olhos cor de mel estavam a cintilar de alegria. Ele estava jovial, ainda com a sua aura agradável e naquele dia o tempo estava bom. Conversámos por cerca de 1 hora e voltei para Paris no dia seguinte. E há duas semanas, quando soube que estava hospitalizado, o tempo estava bom em Paris, o que é excepcional para um mês de outubro. Eu já tinha visto até um lindo arco-íris, cuja beleza havia se apoderado de mim com a sua magia, que fotografei e postei no Instagram


Respondi a quem me disse que ficou agradavelmente surpreendido com a série de histórias que se passaram em Mbanza-a-Kongo, e que publiquei recentemente, que ela, a série, era uma posição clara que pretendia contar outras angolas que não fossem de Luanda. Porque, como está tudo centralizado na capital, e como cedemos à ditadura dos intelectuais Assimilados, que vivem sobretudo em Luanda, pouco sabemos sobre a realidade das outras partes do nosso país, especialmente as do Norte. E a nossa história política tendo deixado feridas dolorosas, partes inteiras do país são vistas de um ângulo folclórico, distanciador ou mesmo desprezador em…


Desta vez não vamos falar sobre coisas irritantes ou sobre a morte. Vamos falar da vida, do nascimento dessa criança que veio ao mundo de uma forma extraordinária, depois de ter ficado 12 meses no ventre da mãe. Mas admito que é difícil contar a história singular desse nascimento sem antes dizer uma palavra sobre a recente violência policial em Angola! Pois, com toda a franqueza, como podemos aceitar que um médico morra em circunstâncias suspeitas, nas mãos da polícia, ou seja, sob custódia policial, e que nos digam depois, e de forma lapidar, que ‘ele teve um ataque cardíaco…


É com a bela canção de Waldemar Bastos intitulada “Marimbondo” que em Angola as gerações que se sucederam à dos millennials; a Geração X e a Geração Z, em particular, saberão que esse nome se referia a uma espécie de vespa do nosso país antes de se transformar extravagantemente em um neologismo pitoresco que agora define também, e sobretudo, aqueles que saquearam o nosso país. Através da música, saberão que esta vespa já foi bela, que até teve majestade no seu zumbido, no seu vôo e que não foi sempre extremamente odiada e nem a sua evocação sempre profundamente dolorosa…

Ricardo VITA

Headhunter & Entrepreneur | Columnist | Culture & Freedom Promoter | Afroptimist | Polyglot | Disbeliever of Art for Art | Lover of Life | #iamricardovita

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